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Prefeitura de Ponta Grossa elabora protocolo para distribuir ivermectina

Um comitê formado por médicos infectologistas elaboram um protocolo para distribuir o medicamento ivermectina para a população de Ponta Grossa como forma de prevenção à covid-19. A informação foi publicada, no início da tarde de quarta-feira (8), pelo prefeito Marcelo Rangel em seu Twitter. Na mensagem, Rangel escreveu que os médicos estão elaborando protocolo com a devida segurança clínica para a distribuição.

A distribuição da ivermectina, juntamente com o medicamento anitta, ambos vermífugos, já havia sido anunciada pelo prefeito no início da manhã de quarta. Segundo o prefeito, Ponta Grossa seria uma das primeiras cidades do país a usar estes medicamentos. “Eu confio nos médicos da minha equipe. Se eles estão me dizendo que são seguros, que não há risco, vamos usar. Autorizei a compra”, disse.

Em entrevista ao DC, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) informou que cerca de 30 mil a 50 mil pessoas em Ponta Grossa poderão integrar o público-alvo para utilizar os medicamentos, conforme estudos e cálculos matemáticos realizados pelo órgão.

Ainda segundo a FMS, mesmo que ainda não existam estudos comprobatórios sobre a eficácia dos medicamentos, estudos observacionais apontam resultados favoráveis no uso de algumas medicações que trouxeram modificações no cenário epidemiológico, como é o caso da ivermectina e anitta. No entanto, ambos só poderão ser distribuídos mediante prescrição médica, conforme confirmou a Fundação de Saúde. Confira a entrevista na íntegra.

DC – Como será elaborado este protocolo preventivo para a distribuição dos medicamentos?

Fundação Municipal de Saúde – O referido protocolo está sendo instituído como meio preventivo, de forma a nortear e padronizar as condutas médicas no Município, antecipando a necessidade de prescrição destes medicamentos.
Embora ainda não existam estudos comprobatórios, o que talvez a comunidade científica ainda não venha a ter neste primeiro momento, existem estudos observacionais que apontam resultados favoráveis no uso de algumas medicações que trouxeram modificações no cenário epidemiológico.

Ponta Grossa ainda está em um momento epidemiológico favorável, visto que é baixo o número de casos graves que necessitaram de internamento e, contudo, a taxa de leitos tenha aumentado, ainda temos governabilidade quanto ao número de vagas.

Pensando na possibilidade do aumento do números de casos, gerando assim a elevação da curva, o Município então antecipou-se em buscar alternativas para que previamente os profissionais sejam orientados e, diante do momento epidemiológico, o protocolo esteja disponível para aplicação.

É importante esclarecer que trata-se de um protocolo terapêutico singular, ou seja, que não será aplicado amplamente, mas que dependerá do estudo de cada caso, dando condições para que o profissional sinta segurança na prescrição, bem como tenha condições de esclarecer ao paciente as possíveis reações adversas.

Assim, deixa-se claro que este não se trata de um protocolo impositivo, mas que dependerá da avaliação do profissional médico que, ao avaliar a necessidade, poderá utilizá-lo como meio profilático ou também como tratamento em um segundo estágio da doença, mas que nesta avaliação pese também a sua interação com paciente, para que este tenha ciência dos riscos.

DC – Existe uma previsão de quando estes medicamentos começarão a ser distribuídos?

FMS – É válido esclarecer que tais medicamentos não serão distribuídos para a população sem que sejam previamente prescritos por profissional médico, diante do entendimento de necessidade e risco, por parte do paciente quanto do profissional médico, cabendo a ele a avaliação da indicação ou não.

DC – Quem poderá ter acesso a estes medicamentos? Pessoas que se enquadram no grupo de risco?

FMS – Foram realizados estudos e cálculos matemáticos diante dos casos e do status epidemiológico do Município e verificou-se que uma população de 30 mil a 50 mil habitantes poderia ser o público-alvo do uso desta medicação, em virtude da existência de quadro de comorbidade, ou pelo grupo de risco selecionado pela idade.

DC – O município já tem estes medicamentos disponíveis na rede pública? É um número considerável para atender a todos?

FMS – Estes medicamentos já fazem parte da lista de fármacos disponibilizados pelo SUS, mas como são usados no tratamento de outras doenças, haverá a necessidade de ajustes no quantitativo para atender a população alvo.

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